APOSTE EM VALOR AGREGADO

Valor Agregado

Em um mercado cada dia mais disputado muitas empresas da comunicação visual tem apostado em serviços de valor agregado. Essas empresas normalmente rodam pouco nas impressoras e focam na prestação de serviço diferenciado. O estimulo inicial dessas empresas foi perceber, antes que as outras, que a concorrência veio para ficar. Isso não é uma afirmação de que sua nova concorrente aberta a poucos meses vai tirar todos seus clientes, mas onde uma fecha as portas, abrem-se outras 3. Uma das alternativas é usar sua experiência e agregar valor ao serviço. Se você empresário acredita que outras empresas de comunicação visual podem vender o mesmo produto que você comercializa, fuja da concorrência. Várias empresas que comercializam serviços com alto valor agregado, normalmente entram no cliente por falhas da concorrência.

 Segundo Fábio Kisner, consultor e diretor de tecnologia da KSC Brasil e prestador de serviços de consultoria à empresas de todo o Brasil, “ Ao agarrar a oportunidade a tática não é entregar um produto melhor do que o concorrente. A tática mais usual é incrementar com um serviço  diferenciado e personalizado, ou seja, de valor agregado. Citando alguns exemplos poderia destacar alguns:

  • Manutenção e garantia de estruturas metálicas instaladas;
  • Produção de produtos para segmentos específicos como linha de LED e PDVs;
  • Equipes de instalação qualificada e padronizada para montagem de lojas em rede de franquias como farmácias, lojas de telefonia e bancos, por exemplo;
  • Qualidade superior dos materiais”.

Por ter um diferencial em relação às demais empresas o valor dos serviços tendem a ser mais elevados e possivelmente mais lucrativos.

Contudo, algumas empresas que comercializam produtos com valor agregado costumam errar em um ponto. Essas empresas imprimem muito pouco em relação ao faturamento, não dando tanta importância ao custo, ou não sabendo como gerenciá-lo.  Muitas empresas da comunicação visual que utilizam soluções de software para gráfica offset ou que são má orientadas por consultores, acabam adotando a metodologia RKW. Isso acontece freqüentemente, e é uma grande ilusão no gerenciamento. Volto a citar Fábio Kisner em um de seus textos à revista Sign: ”

Volto a repetir, RKW não funciona para comunicação visual. O que acaba ocorrendo é que a empresa não tem noção da lucratividade de seu serviço e muito menos do custo . Como o valor agregado é elevado muitas acham que dão lucro, só que no final do mês as contas não fecham.”

O primeiro ponto para a gestão de valor agregado é ter centros financeiros exclusivamente para eles, separando do resto do segmento da comunicação visual. Isto serve tanto para a receita quanto para a gestão dos custos. Os gastos com deslocamento e estadias de funcionários também devem ser gerenciados por projetos. Ou seja, a gestão desses serviços deve ser financeira e contábil, uma vez que o custo de matéria-prima tende a ser baixo. Deve-se ter atenção especial ao controle de horas extras e materiais utilizados. Nas empresas que focam em estruturas metálicas é fundamental uma gestão de estoque para controlar sobras e perdas. Analisando os resultados com seu contador ou um bom consultor financeiro, é possível identificar pontos críticos de sucesso.

Os serviços de valor agregado são uma alternativa para sair da concorrência, mas não tem como fugir do trabalho de gerir uma empresa.

Fonte: Revista Sign, Kisner Fábio, Edição 2014

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